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As codornizes fazem parte das minhas memórias de infância. A minha mãe fazia-as fritas com alho e sal. Excelentes, mas demasiado pesadas para o plano alimentar actual. Por opção, deixei de fazer fritos e, como não as sabia fazer de outro modo, deixei de as comer.

Há umas semanas atrás deu-me a vontade deste petisco ao ver uma receita de codornizes no forno realizada pela Missy (um dia vou experimentar essa) e, coincidência das coincidências (ou talvez não!), apareceu outra receita espectacular com codornizes na revista Saúde à Mesa deste mês. Decidi fazê-la. Ficou assim:

Calorias: +/- 376Kcal por porção.

Interesse Nutricional: Refeição rica em proteínas, vitamina B12, ferro e fibras alimentares.

Receita adequada para: Pessoas com obesidade, hipertensos, diabéticos e com colesterol elevado.

Tempo de Preparação: 40 min. de preparação.

Quantidade: 4 porções.

Ingredientes

4 codornizes

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola

2 dentes e alho

50g de presunto fatiado

1 cenoura

1 folha de louro

1 ramo de alecrim (Como não gosto, substitui por 1 colher de chá de tomilho seco que, na milha opinião, fica muito bem com carne)

1 colher de café de sal

Pimenta q.b.

600g de couve lombarda

Preparação

1. Arranje as codornizes. Reserve.

2. Desfie o presunto em bocados pequenos e limpe-o das gorduras. Corte a cenoura em quadradinhos e Reserve.

3. Pique a cebola e os alhos e coloque-os num tacho. Junte o azeite e as codornizes e deixe refogar até que as codornizes fiquem lourinhas.

4. Adicione a cenoura e o presunto ao refogado. Regue com o vinho e junte o louro e o alecrim (ou tomilho). Tempere com sal e pimenta e deixe estufar 20 minutos, em lume brando.

5. Corte a couve em pedaço e leve a estufar com a codorniz por mais 5 minutos ou até que a couve esteja cozida (a minha couve levou mais tempo a cozer).

Apreciação: Excelente. Não ficam nada atrás das fritas. O presunto e o tomilho deram muito sabor ao prato.

Fonte de Inspiração: Revista Saúde à Mesa n.º 31, Outubro 2008.

Fotos: Susana B.

Conheci a revista Saúde à Mesa há uns dias e já sou fã. É uma revista de culinária mensal dirigida a pessoas com preocupações ao nível da saúde. Foca especificamente receitas para hipertensos, obesos, diabéticos e pessoas com colesterol elevado. Quanto a mim, são receitas para todas as pessoas que se querem manter saudáveis. A Direcção Técnico-Científica foi entregue ao Dr. João Breda (Nutricionista) e a Direcção Culinária ao Chefe Hernâni Ermida.

Recomendo vivamente.

Esta foi a primeira receita que fiz da revista Saúde à Mesa. Segui a receita quase à risca. Sabem que há sempre um quase, não sabem? É impossível não darmos o nosso toque pessoal:

- Não coloquei a malagueta porque é uma especiaria que ainda não sei manusear muito bem. Não sou fã de comida muito picante, mas aceito se for um pouquinho. O problema é que não sei o que é um pouquinho se aplicar malagueta?! Fiz-me entender?! Por isso, joguei pelo seguro e não coloquei.

- Juntei um pouco de colorau porque gosto do sabor e da cor.

- Depois achei que 500g de cenouras era cenoura a mais e diversidade a menos. Retirei algumas cenouras e juntei uma courgette.

O resultado foi excelente: prato simples, colorido, nutritivo e saboroso.

Calorias: +/- 311Kcal por porção.

Interesse Nutricional: Refeição rica em proteínas, betacaroteno, ferro e licopeno.

Receita adequada para: Pessoas com colesterol elevado, hipertensos, obesos e diabéticos.

Tempo de Preparação: 20 min. de preparação; 30-40 min. para estufar.

Quantidade: 4 porções.

Ingredientes

600g de peito de peru

2 colheres de sopa de azeite

3 cenouras às rodelas (Na receita original pedem 500g de cenoura. Diminui a quantidade porque coloquei courgette)

4 dentes de alho

2 cebolas

1 courgette (Adicionada por mim)

2 colheres de chá de colorau (Adicionando por mim)

100g tomate pelado

1 malagueta (não coloquei)

100ml de vinho branco

1 ramo de salsa

Sal e pimenta q.b.

Preparação

1. Compre um peito de peru inteiro. Lave a carne e unte os dois lados com sal, pimenta, colorau e 2 alhos picados. Enrole a carne e ate-a com fio de cozinha. Reserve.

2. Corte as cenouras, a courgette e 2 alhos às rodelas e as cebolas em meias-luas. Tempere os legumes com sal e pimenta e reserve.

3. Coloque o azeite num tacho e leve core a carne em todos os lados.

4. Junte os legumes cortados à carne e deixe estufar um pouco.

5. Entretanto pique o tomate e, se utilizar, corte a malagueta às rodelas. Junte ao estufado.

6. Acrescente o vinho e deixe estufar lentamente durante 30-40 minutos, agitando o tacho de vez em quando.

7. Quando estiver quase pronto, junte a salsa picada. Revire, retire do lume e sirva quente. Acompanhe com salada.

Apreciação: Resultado óptimo. A carne ficou tenrrinha e húmida. Os legumes acompanham muito bem. Fácil de fazer.

Fonte de Inspiração: Revista Saúde à Mesa n.º 31, Outubro 2008.

Fotos: Susana B.

A soja é uma espécie de leguminosa (Glycine max L) proveniente do sudoeste asiático, sendo um produto 100% vegetal. Pelas suas características funcionais e pelo seu teor de protéina, o isolado proteico de soja é muito utilizado no fabrico de substitutos de carne. Dela podem ser obtidos produtos como o “leite” de soja – bebida feita a partir do grão de soja – e o tofu – uma espécie de queijo de soja, cujo processo de obtenção é similar ao dos queijos fabricados a partir do leite.

Devido ao seu elevado teor de ácidos gordos poli-insaturados, fibra, vitaminas e minerais e ao seu reduzido teor de gordura saturada, o consumo de soja e produtos derivados como substitutos da carne podem apresentar especial interesse na prevenção das doenças cardiovasculares. Um dos potenciais benefícios adicionais do consumo de soja consiste numa pequena redução dos níveis de colesterol nas LDL.

Vários estudos já relacionaram a proteína de soja e os seus componentes bioactivos (isoflavonas) com a prevenção do cancro de mama, endométrico, cólon e próstata, bem como a prevenção da osteoporose e suavização dos sintomas vasomotores da menopausa.

Fonte: Peso e Medida e MNI.

… os ovos apesar de muito nutritivos devem ser consumidos com moderação.

“Os nutricionistas continuam a aconselhar moderação quando se trata da ingestão de ovos, dado o seu alto teor de colesterol. Durante séculos, os ovos foram um alimento indispensável no pequeno-almoço de muitos povos do Norte da Europa. Contudo, desde que se tornou evidente relação entre o colesterol e as doenças cardiovasculares, o consumo dos ovos caiu na vertical. Por uma boa razão. Um único ovo contém 213 miligramas de colesterol.

Sendo a quantidade diariamente recomendada de 300 miligramas, isto significa que um único ovo representa cerca de dois terços do colesterol que devemos ingerir em cada vinte e quatro horas. Dado que o colesterol é um dos principais responsáveis pela arteriosclerose, os nutricionistas chamam a atenção para a conveniência de não se comerem mais de quatro a cinco ovos por semana. Alguns chegam mesmo a recomendar quantidades inferiores. Poucos… mas bons. Muitos nutricionistas acreditam que o ovo vai continuar a fazer parte de um dieta saudável, desde que comido com moderação.

Na verdade, o teor de gordura saturada existente nos ovos é muito inferior à contida noutro tipo de alimentos. Desta forma, não são os ovos quem têm a maior responsabilidade maior nas grandes concentrações de colesterol no sangue. Além disso, os ovos têm qualidades que os tornam excelentes fontes de nutrientes. Têm um alto conteúdo de proteínas facilmente digeríveis, o que os torna uma excelente opção para os doentes e os idosos. Juntam ainda às suas qualidades o facto de serem uma fonte barata de proteínas. De qualquer maneira, os nutricionistas concordam com a necessidade de fazer baixar o colesterol tanto quanto possível. Por isso, as recomendações sobre a moderação no consumo de ovos mantêm-se inalteradas.”

Fonte: Sapo Saúde.

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