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… hoje é o Dia Mundial da Alimentação.

Isso já eu sabia! O que eu não sabia é a importância do que se “comemora” hoje.

Este dia marca o nascimento, em 1945, da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) e tem como objectivo consciencializar a humanidade para a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão sub-nutridas. Neste dia, a FAO procura promover também a intervenção da população mundial na luta contra a fome.

Este ano o dia vai ser dedicado aos desafios das alterações climáticas e à bioenergia. Quando li isto, pensei: “Falar do clima e como ele afecta a agricultura e a fome! Faz todo o sentido! Mas e a bioenergia… o que é que ela tem a ver com FOME??” Fui investigar e fez-se luz!! Santa ignorância! Nunca tinha pensado nisto!

Na nota informativa da FAO lê-se (A tradução é minha e muito livre. Peço desculpa se houverem erros!):

“As mudanças climáticas afectam todos, mas terão maior impacto nas centenas de milhões de pequenos agricultores, pescadores e pessoas que dependem da floresta e cuja alimentação já é vulnerável e incerta. Por outro lado, o aumento da procura de biodiseis, produzidos a partir das colheitas de alimentos, ao afectar a disponibilidade de terra, de água, a biodiversidade e ao afectar preço da comida, tem impacto nos pobres.

O Dia Mundial da Alimentação é uma ocasião para destacar a luta de 862 milhões de pessoas desnutridas no mundo. A maioria vive em áreas rurais, onde a maior fonte de rendimento é o sector agrícola. A progressão para o objectivo da Conferência Mundial da Alimentação de reduzir este número para metade até 2015 já está estagnada. O Aquecimento Global e o boom do biodiesel ameaçam agora aumentar ainda mais, nas próximas décadas, o número de pessoas com fome .”

Contraditório, não é? As mudanças climáticas que afectam a agricultura e a alimentação estão a ocorrer em grande medida devido à combustão derivados de petróleo. Encontramos uma alternativa menos poluente, o biodisel, e ele próprio se torna uma ameaça para a agricultura e para a alimentação. Que fazer? É isso que a FAO vai discutir hoje.

Para mais informações sobre este tema, leiam a Nota Informativa da FAO. e vejam as fotos esclarecedoras desta realidade.

A receita de ontem levou-me a pesquisar sobre o Mark Bittman. Não o conhecia. Depois de ver este vídeo, fiquei fã e senti-me obrigada a divulgá-lo. Excelente!

Ontem, durante as minhas viagens na net, encontrei um artigo que me apresentou o conceito SLOW FOOD. AMEI!!!

Slow Food: o que é?

O Slow Food é um movimento que defende que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. Este movimento agrega-se numa associação internacional sem fins lucrativos, mantida pelos seus associados, que foi fundada em 1989 em resposta:

- aos efeitos padronizantes do fast food;

- ao ritmo acelerado da vida actual;

- ao desaparecimento das tradições culinárias regionais;

- ao decrescente interesse das pessoas pela sua alimentação, pela origem e sabor dos alimentos

- ao modo como as nossas escolhas alimentares podem afectar o mundo.

Esta associação tem hoje mais de 80.000 membros em todo o mundo, e incentiva o crescimento de uma nova lógica de produção alimentar, desenvolvendo programas de educação alimentar a favor da biodiversidade.

Filosofia

Em termos de filosofia, a Slow Food acredita que todos têm o direito fundamental ao prazer de comer bem e consequentemente têm a responsabilidade de defender a herança culinária, as tradições e as culturas que tornam possível esse prazer. O movimento Slow Food segue o conceito da ecogastronomia, reconhecendo as fortes ligações entre o prato e o planeta.

Este movimento acredita que cada alimento devem ser Bom, limpo e justo. “O alimento que comemos deve ter bom sabor; deve ser cultivado de maneira limpa, sem prejudicar nossa saúde, o meio ambiente ou os animais; e os produtores devem receber o que é justo pelo seu trabalho.”

A associação defende que ao possuirmos as informações sobre como os nossos alimentos foram produzidos e ao apoiarmos efectivamente os produtores, todas as pessoas se tornam parceiras no processo de produção. São Co-produtores e não meros consumidores.

Missão

As actividades da associação visam defender a biodiversidade, divulgar a educação do gosto e unir aos co-produtores aqueles que têm produtos de excelência.

Defesa da Biodiversidade

Segundo o Slow Food, o prazer de saborear boa comida e bebida de qualidade deve ser combinado com o esforço para salvar os inúmeros grãos, vegetais, frutas, raças de animais e produtos alimentícios que correm perigo de desaparecer devido ao predomínio das refeições rápidas e do agronegócio industrial. Através da Arca do Gosto, das Fortalezas (apoiados pela Fundação Slow Food para Biodiversidade) e do Terra Madre, o Slow Food busca proteger nosso inestimável património gastronómico.

Educação do Gosto

Despertando e treinando os nossos sentidos, o Slow Food ajuda na redescoberta do prazer de saborear um alimento e na compreensão da importância de conhecer sua origem, quem o produz, como é feito. As actividades do Convivium apresentam aos associados e outros interessados, alimentos e produtores da região, enquanto as Oficinas do Sabor oferecem degustações conduzidas por especialistas no assunto. Junto às escolas, o projeto Hortas Escolares oferece às crianças a oportunidade prática de aprender sobre os alimentos e ver como crescem.

Pôr em contacto os produtores e os co-produtores

Slow Food organiza férias, mercados e exposições locais e internacionais, para apresentar produtos de excelência gastronómica e oferecer aos consumidores responsáveis a oportunidade de conhecer os produtores mesmos. Também apóia circuitos alternativos de distribuição como os mercados dos produtores, projectos agrícolas com o apoio da comunidade ou associações de compradores, que contribuem a diminuir a distancia entre os produtores e os co-produtores. Para mais informações clique aqui.

Fontes: Alemanha Atual Culinaria e Slow Food

E-mail:

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